A síndrome do túnel do carpo (STC) é uma das neuropatias mais freqüentes da extremidade superior, afetando principalmente mulheres de meia idade. Ela é secundária a compressão do nervo mediano no interior do túnel do carpo. Túnel do Carpo é um canal onde passam várias estruturas do antebraço para a mão. A base é formada pelas fileiras proximais e distais do carpo. Acima o retináculo dos flexores (ligamento transverso do carpo ou ligamento anular do carpo) faz um arco sobre os ossos carpais e se insere lateralmente nos Tubérculos do Escafóide e Trapezóide e medialmente no Hâmulo do Hamato e Pisiforme. Os sintomas clássicos da STC incluem dor noturna, associada com parestesias na distribuição do nervo mediano na mão, formigamentos no punho, Se a condição progredir, fraqueza pode ser notada e pode ficar mais difícil agarrar objetos.
Freqüentemente os pacientes referem acordar a noite com dor intensa, tendo que sacudir as mãos ou pendurá-las para fora da cama para aliviar os sintomas. Existem formas de prevenção da síndrome do túnel do carpo. Para começar deve-se evitar sempre que possível posições de trabalho com punho que não são naturais ou desajeitadas. Modificar a atividade das mãos e punhos também ajuda a aliviar os sintomas. É aí onde a ergonomia desempenha um papel importante. Deve-se ter a estação de trabalho avaliada e ajustada para se ajustar aos requerimentos físicos da pessoa. Outra forma de prevenção é fazer mini pausas durante o dia de trabalho. Também ajuda alongar e relaxar os ombros, costas, punhos e mãos entre longos períodos de trabalho. Vários estudos têm mostrado uma preponderância pelo sexo feminino e um pico de incidência em torno dos 55 a 60 anos. Mesmo sendo relacionada freqüentemente como doença ocupacional, ainda não existem evidencias claras a esse respeito. O risco de STC são maiores em ocupações que envolvem exposição a movimentos repetitivos e ferramentas vibratórias.
Estudos epidemiológicos identificaram os fatores de risco para STC. Apesar de não haver consenso, estes são predominantes: sexo feminino, obesidade, índice de massa corporal (IMC) alto, idade acima de 30 anos, atividade motora repetitiva (correlação não completamente estabelecida) e algumas patologias sistêmicas. Entre as causas clínicas citadas podem ser encontradas alterações que justificam o aumento de volume das estruturas presentes no interior do túnel do carpo, o qual é responsável pela compressão nervosa. O processo de instalação da STC por trabalho repetitivo pode ocorrer em decorrência de lesões agudas e crônicas no sistema musculoesquelético. A lesão aguda pode ser traumática ou por instalação de fadiga muscular, que ocorre quando o nível de força aplicada é baixo, mas considerado acima da capacidade adaptativa do sistema muscular. As lesões crônicas são conseqüências de sobrecargas musculoesqueléticas a longo prazo.A hipotrofia tenar é característica das compressões crônicas. Nota-se, nesses casos, redução das forças de preensão palmar e de pinça polegar-indicador. Dentre as alterações motoras, ocorrem mudanças na propriocepção, redução da força muscular e perda do equilíbrio da relação agonista/antagonista. Essas alterações estão justificadas em casos crônicos, nos quais outras estruturas estão envolvidas. O diagnóstico é clínico e determinado pela história e exame físico. Existem vários testes clínicos que podem ajudar no diagnóstico da STC, mas nenhum deles confirma o diagnóstico. O exame considerado o padrão ouro é o estudo de condução nervosa, que também pode estar associada com falsos positivos e negativos. O diagnóstico eletrofisiológico consiste na demonstração de bloqueio da condução no nervo mediano ao nível do punho através de estudos de condução nervosa. Tem sido feito vários estudos com a ultra-sonografia, procurando melhorar o método avaliativo principalmente naqueles casos em que existe sintomatologia compatível e o exame clínico e a eletromiografia apresentam-se normais. Alguns sinais freqüentemente utilizados para diagnóstico de STC são teste de Phalen, teste de Tinel-Hofmann, compressão do nervo mediano e sinal de fraqueza do músculo abdutor curto do polegar.
Em relação ao tratamento, há duas opções: o tratamento conservador ou o cirúrgico. A cirurgia geralmente não está indicada em casos de lesão por esforço repetitivo (LER)/distúrbio osteomuscular relacionado ao trabalho (DORT). Na liberação tradicional, o cirurgião faz uma incisão de 5 a 6 cm, estendida longitudinalmente em relação à prega formada pelo punho, e realiza a liberação do ligamento transverso do carpo sob visualização direta. A liberação do ligamento também pode ser feita por via endoscópica, esse procedimento apresenta maior risco de lesionar o nervo mediano, porém o alívio dos sintomas é similar ao procedimento aberto e os pacientes retornam ao trabalho mais cedo. Os valores de força de preensão palmar de pacientes submetidos à cirurgia tradicional retornam aos níveis do pré-operatório após três meses da cirurgia e melhoram consideravelmente no período de dois anos após o procedimento cirúrgico.
A atuação da fisioterapia na Síndrome do Túnel do Carpo deve ser direcionada tanto para a prevenção quanto para o tratamento da doença. Inicialmente podemos instituir um estudo biomecânico para possíveis correções e/ou alterações posturais, dos membros superiores e principalmente no que diz respeito à região do punho, evitando assim a incidência da patologia. A fisioterapia na fase inicial age melhorando o quadro álgico e diminuindo o processo inflamatório, evitando assim a utilização de fármacos, todavia não dispensando uma orientação ergonômica. Os exercícios de movimentação ativa intermitente do punho e dos dedos reduzem a pressão no interior do túnel do carpo, indicando uma vantagem para a prescrição de exercícios. A execução de exercícios proporciona a resolução dos sintomas por alongamento da aderência no túnel carpal. Isso provoca redução da pressão no interior do túnel, do edema e da área de contato do nervo mediano com o ligamento transverso, assim como um incremento do retorno venoso. O tratamento com laser também tem seus efeitos, pois melhora o processo de cicatrização.
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OSGOOD - SCHLATTER
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Surge na adolescência, na fase denominada estirão de crescimento, tem como característica dor na região da tuberosidade tibial, especialmente aos esforços que necessitam de uma forte contração do músculo quadríceps e uma proeminência óssea visível nesta região. Esta síndrome se apresenta durante a adolescência em forma de uma tumefação em torno do tubérculo tibial e do tendão patelar. É uma doença que resulta de repetidas lesões e pequenas lesões da avulsão na junção ósseo-tendinosa, em que o tendão patelar se insere no centro secundário de ossificação da tuberosidade tibial. O surgimento desta, coincide com o desenvolvimento deste centro de ossificação, que constitui num elo fraco com relação à repetida contração do quadríceps.
É caracterizada por dor e avulsão do tendão patelar e por excessivo alargamento do tubérculo tibial proximalmente. Geralmente é mais frequente em meninos acompanhada de crescimento rápido. Também conhecida por "Osteocondrite", não é mais do que um traumatismo por tração, é também uma apófise (inflamação da inserção tendínea) do tuberculo tibial, causada por inflamação crônica e microavulsão ou ligeiro rompimento do tendão da patela em seu ponto de inserção, no tuberculo tibial.
É caracterizada por dor e avulsão do tendão patelar e por excessivo alargamento do tubérculo tibial proximalmente. Geralmente é mais frequente em meninos acompanhada de crescimento rápido. Também conhecida por "Osteocondrite", não é mais do que um traumatismo por tração, é também uma apófise (inflamação da inserção tendínea) do tuberculo tibial, causada por inflamação crônica e microavulsão ou ligeiro rompimento do tendão da patela em seu ponto de inserção, no tuberculo tibial.
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FASCITE PLANTAR
Pode ser definida como uma afecção caracterizada pela dor na região plantar do calcâneo, que pode se estender por toda a fáscia plantar. Sua manifestação é insidiosa e a sintomatologia é mais evidente pela manhã, ou após um período de repouso. O aumento no quadro doloroso de manhã deve-se ao fato de que durante o sono, a inatividade dos músculos dorsiflexores promove um encurtamento da fáscia plantar. O primeiro apoio provoca um estiramento brusco da aponeurose, o que provoca a dor.
Ao exame físico, é verificada "marcha antálgica", com apoio sobre a parte lateral ou anterior do pé. Há palpação dolorosa da região medial do calcâneoe a dorsiflexão dos dedos exacerba os sintomas pela distensão da fáscia plantar.
OBS: Pontos dolorosos na região da panturrilha e do tendão calcâneopodem ser encontrados, o que demonstra uma relação entre a Fascite Plantar, rigidez do tendão Calcâneo e musculatura posterior da perna.
O tratamento dar-se por alongamento da fáscia plantar, tendão calcâneo e gastrocnêmio; assim como recursos que promovam analgesia e diminuição das tensões. Novos estudos apontam a Crochetagem, também conhecida como Diafibrólise Percutânea, como tratamento que visa combater algias pela destruição das aderências e fibroses, através da utilização de ganchos ou crochets, aplicados sobre a pele. É uma técnica de tratamento manipulativo do aparelho locomotor.
Ao exame físico, é verificada "marcha antálgica", com apoio sobre a parte lateral ou anterior do pé. Há palpação dolorosa da região medial do calcâneoe a dorsiflexão dos dedos exacerba os sintomas pela distensão da fáscia plantar.
OBS: Pontos dolorosos na região da panturrilha e do tendão calcâneopodem ser encontrados, o que demonstra uma relação entre a Fascite Plantar, rigidez do tendão Calcâneo e musculatura posterior da perna.
O tratamento dar-se por alongamento da fáscia plantar, tendão calcâneo e gastrocnêmio; assim como recursos que promovam analgesia e diminuição das tensões. Novos estudos apontam a Crochetagem, também conhecida como Diafibrólise Percutânea, como tratamento que visa combater algias pela destruição das aderências e fibroses, através da utilização de ganchos ou crochets, aplicados sobre a pele. É uma técnica de tratamento manipulativo do aparelho locomotor.
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